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Puma Club do Brasil

Linha do Tempo Puma

Os acontecimentos ano a ano, de 1964 a 1999

Os acontecimentos, ano a ano

1964

A história da Puma se inicia em 1964, na cidade de Matão, no interior de São Paulo, quando um grupo de aficcionados por automobilismo, liderados por Rino Malzoni, resolvem criar um automóvel esportivo.

1965

Inicia a produção do GT Malzoni.

1966

A Lumimari muda de nome para Puma Veículos e Motores Ltda. e é apresentado no Salão do Automóvel o Puma GT.

1967

Começa e termina a produção do Puma GT com mecânica DKW, que ganha o Troféu Quatro Rodas de melhor designer nacional. Inicia-se o projeto do Puma GT 1500.

1968

O Puma GT 1500 é apresentado em maio daquele ano e entra em produção.

1969

Em junho é atingida a marca histórica das 300 unidades produzidas em 1 ano de produção do modelo GT 1500, que viajou à Europa para apresentação em diversos países, percorrendo 25.500 km entre 9 países. A Puma projeta e fabrica em tempo recorde um modelo esporte exclusivo para a revista Quatro Rodas, o Puma GT 4R. Apenas cinco unidades foram construídas.

1970

Nasce o Puma GTE 1600 que participa de uma exposição em Nova York. É apresentado o Puma conversível no Salão do Automóvel. A Puma adota o novo chassi de Karmann Ghia com suspensão dianteira por pivô, eixo mais robusto, bitola mais larga, freios a disco na dianteira e rodas de 4 parafusos.

1971

Começa a produção do Puma GTE Spider e a Puma fecha um contrato com a empresa Heliogás para a fabricação de 400 cabines especiais para caminhão em dois anos, nascendo assim o caminhão Puma. A Puma apresenta o Puma Chevrolet, o modelo P-8. Em setembro de 1971 o Puma atinge a milésima unidade, após três anos de produção. A Puma ganha o I Rally da Integração Nacional (do norte ao extremo sul). O Puma GTE participa do 5º Rallye Internacional TAP, na Europa.

1972

Os modelos Puma GTE e GTE Spider são exportados regularmente para a Suíça e outros países. No Salão do Automóvel a Puma apresenta os novos modelos coupê e conversível, além de mostrar o novo protótipo do Puma Chevrolet chamado de GTO. Adoção de novas injetoras de fibra de vidro para fabricação das carrocerias e máquinas de aplicação de Gel-Coat, idênticas ao da fabricação do Chevrolet Corvette. Com pouca divulgação é lançado o modelo GTE Rally, com o intuito da homologação do modelo para competições em rallys.

1973

O Puma GTE com nova carroceria e interior totalmente novo começa a ser produzido. O GTE Spider passa a se chamar GTS, também recebendo as mesmas alterações do coupê. O Puma GTO muda de nome para GTB e é apresentado no Salão de Bruxelas com pequenas alterações em relação ao GTO. A Puma licencia a empresa sul-africana Bromer Motor Assemblies para a fabricação do modelo GTE. Para isso a fábrica brasileira fez a adaptação da carroceria para a utilização do chassi do VW Sedan, o único modelo existente naquele país. Os modelos Puma são um sucesso no Salão de Amsterdam.

1974

O sonho do veículo urbano é apresentado no Salão do Automóvel: o Mini-Puma, com suspensões, chassi e motor Puma. Inicia-se a produção do Puma GTB.

1975

A Puma concentra-se no aumento da produção dos veículos e do novo produto para o ano seguinte. A razão social muda para Puma Veículos e Motores S.A., abrindo seu capital na bolsa de valores. O projeto do veículo urbano é engavetado por falta de financiamento.

1976

Em março é apresentado o novo Puma, com novo chassi (do VW Brasília) e nova carroceria para os modelos GTE e GTS. A razão social muda novamente, agora para Puma Indústria de Veículos S.A. e a produção aumenta gradativamente.

1978

Os modelos são alterados em certos detalhes para aumentar a produção e melhorar o produto, visando o mercado externo.

1979

É apresentado o novo modelo GTB da Série 2, o Puma GTB S2, o veículo mais luxuoso do Brasil na época. O Puma GTB convive na mesma linha de produção do S2 somente no começo do ano e depois é encerrada sua produção. É apresentado o novo caminhão Puma 4.T, para 4.000 kg, atendendo o uso urbano nas pequenas entregas.

1980

No segundo semestre, um facelift nos modelos GTE e GTS é realizado para atualização dos produtos. Seus nomes são alterados: GTE passou a ser GTI e GTS para GTC. Novos contratos para exportação são realizados. Um modelo diferenciado foi desenvolvido pelo concessionário MM para atender seus exigentes clientes e o mercado japonês. Baseado no GTI e GTC, o modelo Export era fabricado na Puma com exclusividade para a MM no mercado brasileiro. É lançado o primeiro micro-ônibus a álcool, fabricado pela Puma com base no caminhão 4.T e carroceria Caio. Começam os testes do projeto P-016, com mecânica central refrigerada a água e chassi próprio. São exportados 150 veículos entre GTI e GTC para os Estados Unidos e não são aceitos devido à mudança da legislação americana e retornam ao Brasil. A Puma participa do Rally Trans Chaco no Paraguai com dois modelos GTI.

1981

Lançado o Puma P-018 com desenho inovador, mas mantendo a mesma mecânica. A Puma participa do projeto da Copel, o caminhão Elétron movido a eletricidade. Uma grande enchente na fábrica abala a empresa.

1982

O sonho continua: a Puma tenta fechar um acordo com os japoneses da Daihatsu para fabricação do veículo urbano, baseado no Cuore da japonesa. Mas o governo não deu o aval para o contrato.

1984

É encerrada a produção na Avenida Presidente Wilson, no Ipiranga, em São Paulo-SP.

1985

Algumas unidades do modelo P-018 são produzidas no galpão do bairro paulistano da Lapa e outras nas instalações da fábrica em Capivari-SP, onde seria a futura fábrica. É lançado o Puma P-018 Conversível com diferenças nos faróis e lanternas traseiras, em relação ao modelo coupê.

1986

A empresa é vendida a um grupo paranaense que funda a Araucária S.A. e muda a fábrica para Curitiba-PR.

1987

A produção da Araucária é iniciada com o modelo GTB S2 ASA (de Araucária S.A.). Produz os modelos GTI e GTC na forma de Kit, onde o comprador levava a mecânica usada que era revisada e montada em carroceria nova. A empresa não conseguia comprar a mecânica zero km da VW por causa da dívida com a montadora alemã, que ainda não tinha sido paga. A empresa trabalha nos modelos baseados nos P-018 e P-018 conversível para fabricar um modelo exclusivo para exportação, chamado de Al Fassi, que acabou ficando apenas nos protótipos.

1988

Araucária é comprada pelo Grupo Alfa Metais e licencia a Alfa Metais Veículos para a fabricação dos modelos Puma. É lançado o Puma AMV baseado no GTB S2; o AM1 baseado no P-018 e o AM2 baseado no modelo conversível.

1989

A Alfa Metais lança o Puma AM3 Coupê e AM4 Conversível com mecânica refrigerada a água. O caminhão 4.T continua sendo fabricado.

1992

O caminhão muda e agora é chamado de 914.

1994

Encerrada a produção dos veículos esportivos. A produção dos caminhões e ônibus permanece com novos modelos CB 7900 e CD 7900.

1999

É encerrada as atividades da empresa, com mais de 23 mil veículos produzidos ao longo de 35 anos.

A história do Puma

GT Malzoni fotografado em Matão-SP
O GT Malzoni, em Matão-SP: o embrião do Puma, ainda com mecânica DKW.

A história da Puma se inicia em 1964, na cidade de Matão, no interior de São Paulo, quando um grupo de aficcionados por automobilismo, liderados por Rino Malzoni, resolvem criar um automóvel esportivo. Já em 1965, os primeiros protótipos do “GT Malzoni” eram expostos.

GT Malzoni número 10 preparado para competição
O cupê de fibra de vidro nas competições, ainda com a mecânica DKW de tração dianteira.

Em 1967 o modelo, rebatizado como Puma, entra em produção. Era um cupê esportivo, o segundo produzido no Brasil em fibra de vidro (o primeiro fora o Willys Interlagos, clone do Renault Alpine francês). Seu desenho, belíssimo, criado por Anísio Campos, lembrava muito a Ferrari 250 GTO daquela época. A mecânica era DKW 1.0 (sim, os primeiros Puma tinham tração dianteira).

Como a DKW foi comprada pela VW naquele mesmo ano, e a linha Vemag foi retirada de produção, o Puma-DKW teve vida curta: apenas 130 unidades foram produzidas.

Em 1968 começam as negociações de Malzoni com a VW para a utilização do tradicional conjunto mecânico daquela empresa.

Esportivos de Matão disputando prova em pista
Os esportivos de Matão em pista, nas disputas que ajudaram a firmar a fama da marca.

Assim, em 1971, é iniciada a produção da linha GTS/GTE (o GTS um roadster e o GTE um cupê). Era o “Puminha”, sem dúvida, dentre todos os carros criados por brasileiros com capital nacional, este foi o de maior sucesso.

Apesar do raquítico motor 1500 a ar (posteriormente substituído pelo 1600), o carro se tornou desejado. Isso graças ao seu desenho, espetacular, que até hoje impressiona pela beleza, agressividade e aerodinâmica; e também à ótima dirigibilidade, favorecida pelo chassi bem trabalhado e pela direção pouco reduzida. O carro chegou a ser exportado para países da Europa e África.

No final daquela década é lançado o GTB, um carro maior, que usava o trem-de-força do GM Opala de seis cilindros. Era um carro mais luxuoso, que contava com excelentes bancos revestidos em couro, direção assistida e vidros elétricos. Também primava pela esportividade no acerto do chassi (tubular) e direção.

Em 1982 o GTS/GTE foi aprimorado e passou a chamar-se GTC/GTI. Foi lançado ainda o P-018, também baseado na mecânica VW a ar porém envenenado com novas distribuição, alimentação e escapamento.

Mas a empresa não ia bem: passou por duas enchentes e um incêndio e a mecânica VW a ar já não satisfazia o consumidor. Tentaram uma negociação com a japonesa Daihatsu para fornecimento de tecnologia para a produção de um carro urbano, mas não deu em nada. Em 1985, endividada com seus fornecedores, a Puma é vendida para a Araucária Veículos, de Curitiba, que interrompe a produção.

Então em 1987, o empresário Nívio de Lima, proprietário da metalúrgica Alfa Metais, compra a Puma e constrói uma nova fábrica na Cidade Industrial de Curitiba.

Em 1988 é relançado o GTB, que com desenho revisado e acabamento ainda melhor passa a chamar-se AMV. Em 1989 veio o AM-3, o novo “Puminha”, agora com novo chassi tubular e motor VW 1.6 a água (AP-600) instalado na traseira, mas mantendo a identidade do seu estilo, bem como a tração traseira. A empresa passou ainda a diversificar, iniciando a produção de pequenos caminhões (com motores MWM e câmbio Clark).

Mas em 1989, com a abertura do mercado, os carros japoneses ofuscaram o brilho dos novos esportivos Puma, que acabaram descontinuados em 1990. Pouquíssimas unidades do AMV e AM-3 chegaram a ser produzidas.

Em 1998 a Ford comprou os direitos sobre o nome “Puma” a fim de lançar um pequeno cupê com esse nome. Os pequenos caminhões passaram então a trazer a marca AMV (não por coincidência as iniciais de Alfa Metais Veículos), mas a fera prateada continua presente como o emblema deles.

Esses caminhões continuam em produção, embora em pequena escala.

Produção Puma em números

Tabela: produção do Puma por ano-calendário no Brasil
Tabela: produção brasileira do Puma por modelo
Tabela: produção do Puma na África do Sul
Tabela: produção total do Puma (Brasil e África do Sul)

A produção brasileira por ano e por quantidade pode variar em virtude da fonte. Não inclui protótipos e modelos exclusivos, tais como: GT4R, GTO, MiniPuma, etc.

Total de carros montados exportados de 1969 até 1980 — 1.035.